Há dias que vejo o quão diferente é ser mãe de criança. Até dias atrás eu era mãe de uma bebê, totalmente dependente de mim. Precisa de mim pra dormir, trocar fraldas, se alimentar, brincar e se locomover. Daí que minha bebê cresceu e, por mais que eu sempre ache que ela é bebê, virou criança. Come e dorme sozinha, anda pra lá e pra cá, se comunica usando suas próprias palavras, tem suas vontades e lida com a frustração do jeito dela. As vezes observo o jeito que ela caminha pela casa, o jeito que ela fica pensativa quando quer alguma coisa. O que será que se passa dentro daquela cabecinha coberta de cachos? Ah, como eu queria saber... As feições mudaram tanto. Só percebi isso dia desses, quando abri a pasta das fotos de bebê e vi que minha pequeninha está maior do que eu poderia imaginar. Passei a prestar (mais) atenção em seu tamanho, em suas feições, em suas palavras. E cheguei a conclusão de que não há mais um bebê naquele tico de gente, mas sim uma criança. Cheia de disposição, en...