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Mostrando postagens de Março 20, 2011

Agradecimento

Agradeço a todos que deixaram seu carinho no post anterior sobre a minha dificuldade com a amamentação. Ontem, fui com a minha sogra ao PROAMA. Cheguei lá com os peitos lotados de leite, blusa encharcada e com o Gustavo berrando de fome. Eu estava com muito medo, chorando desesperada mesmo.
A consultora logo nos atendeu, porque uma das enfermeiras viu meu desespero e pediu que ela agilizasse o atendimento. Ela olhou pro bico do seio e quase gemeu junto comigo. Ele estava COZIDO, a pega do Gustavo super incorreta. Ela me ajudou, mostrando a pega correta, como manter a boca dele abertinha e de "peixinho" e ensinou outras posições de amamentação. Ainda doía, mas já estava menos amedrontada. Nada como ajuda profissional.
As orientações do PROAMA:
- não usar concha - não usar bico intermediário - não usar qualquer pomada - passar LM no seio após as mamadas e deixar secar - deixar os seios livres sempre que possível - dar o peito sempre que o bebê solicitar
Como ainda estou sentindo um po…

Como dói! Amamentação - PARTE I

Sempre adorei amamentar, isso era uma coisa que eu queria muito e da qual sentia mais falta! Ter um bebezico no colo, mamando, sendo nutrido e amado, pra mim não tem preço.
E o Gustavo nasceu, já sabendo sugar. Um bezerrinho. Os primeiros dois dias: nossa que fácil! Mas depois o troço mudou de figura. Peitos esfolados, mamilos ardendo e, hoje, meu seio esquerdo empedrado, doído que só. Sem contar a fraqueza que eu tô sentindo. Parece que passou uma jamanta na minha cabeça e nos peitos um triturador de carne.
Cada mamada é feita de choro, soluços e muito medo da minha parte. As próximas mamadas são como se eu esperasse que meus mamilos fossem sair rolando pelo chão, tamanha a dor que eu sinto. E eu tenho muito medo, medo mesmo. Daqueles medos bem cabeludos, que te deixariam bem vulnerável pra fazer um "acordo daqueles".
Liguei pra minha sogra chorando, desesperada de dor. A tarde ela vai me levar no PROAMA pra ver o que estou fazendo errado. Só sei que meus peitos estão ardendo…

Adaptação

Eu achava que seria mais fácil me adaptar à rotina de um RN novamente, mas não está sendo muito tranquilo não. Como a gestação, o Gustavo é o bebê de temperamento completamente diferente da Ana Luiza. Ele é exigente e tem pulmões que toda a vizinhança já deve conhecer. Porque ele bota a boca no mundo e não há nada, além de peito, que o faça parar.
Daí eu me pego com aquelas inseguranças que me rondaram na primeira vez, quando era marinheira de primeira viagem: "será que é cólica?", "frio?", "fome?!", "será que meu leite é suficiente?". É como voltar no tempo.
Ele também não é lá muito fã de dormir. No peito, ele capota. Colocou no carrinho ou no berço, ele desperta e lá vem chororô. A noite tem sido mais calmo do que esperado, talvez por conta das noites insones antes do nascimento dele, eu já estivesse acostumada. Mas ele tem acordado 2 vezes pra mamar, mas adora dar uma reclamada entre as mamadas. Com ele não estamos fazendo Cama Compartilhada…