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quinta-feira, 23 de abril de 2015

Minha filha não quer que eu morra...

E nem eu... :)

Estou há 72h sem fumar. Isso... eu era/sou fumante.

Parei de fumar por duas vezes: gestação e amamentação dos meus filhos. Era desmamar que o vício batia e eu corria pro cigarrinho. Nossa, como era bom e relaxante dar aquela tragada, devagar, e depois soprar a fumacinha bem de-va-ga-ri-nho. 

Meus filhos nunca me  viram fumar. Sempre fumei longe das vistas dos pequenos, mas o cheiro encarna e não sai mais. Até que, um belo dia, minha filha olha pra mim e diz: "Mãe, por favor, pára de fumar. Eu não quero que vc morra." EU-NÃO-QUERO-QUE-VC-MORRA. Assim, bem desse jeitinho. Na hora, achei fofo, mas não respondi e nem dei muita bola.

Algumas semanas depois, fiquei matutando, pensando no que ela tinha dito. Juntando isso e mais outras coisas, a vontade de abandonar a nicotina e o tabaco apareceu. 

A parte mais difícil de estar sem o cigarro é a rotina. Vejam só, o fumante tem todo um ritual e um momento certo pro cigarro. O que mais sinto falta é do primeiro da manhã. Aquele, com café preto fumegante. O café continua, só falta o "pito". Mas então, abstraio, penso em outras coisas, projeto coisas lá na frente, planos em desenvolvimento. E, aos poucos, a vontade vai passando.

Eu "googlei" sobre o que acontece quando deixamos de fumar, olhem só:

* Após 20 minutos - A pressão sanguínea volta ao normal.
* Após 8 horas - Os níveis de nicotina e monóxido de carbono são reduzidos pela metade, o nível de oxigênio volta ao normal.
* Após 24 horas - O monóxido de carbono é eliminado do corpo. Os pulmões começam a limpar o muco e outras impurezas.
* Após 48 horas - Não há mais vestígio de nicotina no corpo. O olfato e o paladar ficam muito mais evidentes voltando ao normal. A chance de um ataque do coração lentamente começa a diminuir
* Após 72 horas - Respiração fica mais fácil. Tubos bronquiais começam a relaxar e você começa a ter mais energia.
* Após 2-12 semanas - Sistema circulatório melhora. Andar e correr fica muito mais fácil.
* Após 3-9 meses - Tosse, chiado e problemas respiratórios diminuem sensivelmente entre 3 e 9 meses após parar de fumar. A capacidade pulmonar aumenta em 10%.
* Após 1 ano - O risco de você ter alguma doença do coração agora é metade do risco que um fumante tem.
Por enquanto são 72 horas, mas tem coisas que percebi claramente: o gosto das coisas, o cheiro. Lógico, sinto mais fome. Principalmente de doces. 

Ainda não voltei a correr. Estou parada desde meio do ano passado. Quero retomar isso ainda no final da semana. Mas acredito que vou notar uma bela diferença. 

Estou feliz comigo mesma e me parabenizo a cada hora que passa. Ainda não enlouqueci por causa da fissura, nem agredi ninguém... hahahaha

Ou seja, sou mais forte do que imaginava! :)

Beijos.
F

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Eu nunca mais estive aqui....


De escritora do blog passei a mera expectadora do meu próprio canto. Deixei ate de entrar nas configurações, fiquei meses sem ao menos escrever o endereço do blog no navegador. Simplesmente esqueci, a vontade de escrever sumiu e fiquei off por tempo totalmente indeterminado.

Mas hoje to aqui, 30/12/2014 às 10:10 AM, escrevendo sem saber exatamente o que. Só sei que to aqui, teclando, teclando, teclando. Sem rumo, sem assunto. Tipo quando a gente encontra alguém que não via há muito tempo e não sabe exatamente como falar ou puxar assunto.

Minha vida mudou, tudo ficou de perna pro ar. Meus filhos cresceram, tenho duas crianças em casa. Irmãos que se amam, que se detestam, que se adoram e se provocam num looping infinito. Quando eles estão em harmonia penso que não poderia ter acertado mais. Quando eles brigam ou ficam birrentos, me pergunto onde foi que eu errei. Isso também acontece num looping infinito. Ser mãe, pra mim, tem sido uma montanha-russa de emoções. 

2014 se vai, tá por um fio. 

Que 2015 seja repleto de saúde e paz. São meus dois pequenos desejos. Pra mim e pra quem passar por aqui. 

Quem sabe 2015 desperte em mim a vontade de voltar a escrever.

Beijo grande.

F




domingo, 23 de março de 2014

Sobre mim....

Depois de um ano hibernando é até esquisito parar e escrever. Como se as palavras não quisessem sair da cabeça e ir pro teclado...acho que perdi a prática.
 
Então, o que mudou nesses 365 dias? Além da idade, muita coisa. Fisicamente, foram 10kg eliminados. Sim, 10. Mudança radical no estilo de vida, alimentação melhor e exercícios... eu comecei a fazer academia, mas enjoei. Daí fiz aquela dieta DUKAN (que deveria ser DUKÃO), mas desisti depois da primeira fase. Finalmente me encontrei moderando na alimentação e fazendo caminhada e corrida. Cheguei até a participar de uma corrida de rua e foi bem bacana.
 
Continuo me dividindo entre casa e trabalho. Esse ano, com uma diferença, Ana Luiza entrou no ensino fundamental e tem aula somente a tarde. Assim, ela fica comigo na parte da manhã, no escritório e, a tarde, vai pra escola. Uma dinâmica totalmente nova, mas bem legal e desafiadora. O Gu continua indo integral e parece não ter sentido muito a mudança.
 
Em casa a rotina ficou menos pesada. Como Ana e Gu estão maiores, as rotinas passaram a ser light. Isso me ajuda bastante, assim tenho tempo de cuidar de mim, pensar, respirar, ler um livro ou simplesmente ficar olhando pro teto. Lógico que não estou na "maciota" pq agora tenho que lidar com outras situações: lição de casa, briga por  brinquedos, perguntas escabrosas da Ana Luiza, ataques de ciúme do Gu. Mas comparando à vida com bebês em casa, ah, é bem menos complicado.
 
Quanto aos bebês...rs... Não terei mais filhos e ponto final. Tá decidido dentro de mim. Estou feliz assim, com meus dois. Sinto que estou completa, que não tem mais espaço pra fraldas e noites insones na minha vida. Finalmente, ciclo fechado. Lógico que eu ainda acho bebês fofos, etc... mas de longe...rs... Agora quero babar em sobrinhos (acreditem, não tenho sobrinhos ainda!) e no meu afilhadinho lindo (ahaaaa!!! Ganhei mais um afilhado, lindo, gordelícia! Filho da minha melhor amiga). 
 
E eu? Bom.... eu passei por péssimos bocados em 2013, coisa pesada. Meu tio-pai sofreu um AVC em Setembro/2013 e permanece internado desde então. Tive problemas em casa. Um bando de coisa ruim, um bando de coisa que achei que nunca passaria na minha vida. Mas, todas as coisas ruins que aconteceram me fizeram perceber que sou mais forte do que pensava e que minha felicidade não depende dos outros, mas só de mim.
 
E 2014? Não sei o que ele me reserva, mas pelo menos, até agora, tem sido menos caótico do que 2013. E espero que assim continue....
 
Bom domingo!
 
F.