Pular para o conteúdo principal

Exceção

E a febre do Gustavo marcou presença por 5 dias. Isso mesmo, 5 dias.

Na quinta, levei o pequerrucho na pediatra. Diagnóstico: infecção de garganta. Saí do consultório com uma receita de ATB, antitérmico e remédio para desencatarrar. Rodamos 7 farmácias, até encontrar o ATB e começamos o tratamento a noite.

Sexta ele passou o dia relativamente bem, mas teve febrícolas que foram controladas com antitérmico. Mas de madrugada o bicho pegava. A febre subia, ia nas alturas, o terror de qualquer mãe. Remédio, peito, colo. Com a febre o narizinho trancava e ficava ainda mais difícil mamar. Foi péssimo.

Confesso que fiquei com o pé atrás com o diagnóstico de infecção de garganta, pois desde que a Ana nasceu todos os médicos pelos quais passamos eram categóricos ao afirmar que "bebês com menos de um ano de idade NÃO TEM infecção de garganta." Mas a pediatra me mostrou a garganta do pequeno e estava beeeem vermelha e irritada. Fiquei ainda pensando que poderia ser porque ele estava se esgoelando na consulta... vai saber!

Sábado, febrão de 39.6. Liguei pra pediatra que pediu pra esperar até domingo. Domingo, acordou bem e a febre voltou a subir perto do horário de almoço. Já deixei tudo esquematizado, se ele acordasse da soneca com febre, iria ao PS. Não estava nem um pouco confortável em entrar no 5º dia de febre. Não mesmo.

Dormiu e acordou quentinho: 38.5. Almoçou e rumamos pro PS. Por sorte, PS vazio, fui atendida rapidamente. Expliquei o quadro ao plantonista e ele já ia pedir um Raio-X do pulmão, mas foi começar o exame clínico pra me mostrar uma garganta inflamadíssima, com uma bela placa de pus. Sentamos e ele me explicou: "Fabiana, você já deve ter lido ou escutado que bebês antes de um ano, RARAMENTE tem infecção de garganta. Mas não é impossível. Toda regra tem sua exceção e você foi premiada. Pode ser que ele esteja com um germe resistente, por isso a febre persiste. Mas amanhã (segunda-feira) ele não pode ter nada de febre, nem baixa, muito menos alta. Hoje a noite completam 72h do início do ATB, se não sumir a febre, suspende o ATB oral e entra com o injetável." Ali mesmo ele fez a medicação pra febre e prescreveu o ATB injetável.

Fui pra casa mais aliviada, me sentindo mais segura por saber como proceder caso a febre ainda continuasse. Por sorte e de tanto eu ter pedido a Deus, só pode, na segunda ele acordou sem febre e melhor. Fiquei super feliz. Meu gordinho ficou livre de 3 injeções, ufa!!!! Ao mesmo tempo, esse episódio me fez rever alguns conceitos e morder a língua, lembrando que toda a regra tem sua exceção. Bebês abaixo de um ano podem ter sim infecção de garganta e eu aprendi isso de um jeito não muito legal... mas faz parte do SER MÃE.

A rotina está voltando ao normal, com exceção da rotina noturna que virou um caos, com acordadas constantes, choro e muito colo e mamá. Estou só a capa da gaita, o pau do pirulito, rezando pra essas noites malucas e insones passarem logo. Se eu estou cansada, imagina ele que tem as noites turbulentas e também não está conseguindo descansar direito, porque se ele está acordando é porque alguma coisa está incomodando, né?!

Fui!

Comentários

Carol Garcia disse…
oi fa,

tambem passei por isso co isaac bem pequeno, e fiquei cheia de dúvidas...
mas a ped dele sempre me deixpu bem segura e eu, mesmo indo ao PS, consultando homeopata e todo etcs que me cabiam, sabia que ela estava certa.

que bom que pequeno melhorou.

bjocas
Fernanda disse…
Oi Fá,
Poxa vida, tadinho do Gustavo...
Pois é também tinha este conceito de que bebês com menos de 1 ano não tem dor de garganta, mas né? Parece que com a gente tudo acontece...
Ainda bem que ele melhorou!!
Beijos

Postagens mais visitadas deste blog

Uma é diferente da outra...

Na minha primeira consulta pré-natal dessa gestação, meu GO (que tb acompanhou a gestação da Ana) me deu uma receita com medicamentos para os "problemas gravídicos" - azia, enjoo, cólica e dores de cabeça. E tb indicou um creme para prevenção de estrias, sem cheiro, pras grávidas não ficarem enjoadas. Minha primeira reação: não vou precisar de NADA DISSO. A gravidez da Ana foi mega tranquila, sem qualquer intercorrência grave. Não enjoei, azia tive pouca e passava com leite. Usei zilhões de cremes pra estrias e NÃO ADIANTO. Estou malhada feito zebra. Um horror. Peguei a receita e guardei sabe Deus onde. Daí vieram as constatações... todo o cuspe que estava lá em cima, caiu bem no meio da minha testa. Cóliquinhas chatas me visitam ao final do dia, junto com uma dorzinha de cabeça fina, daquelas que não doem tanto, mas que incomodam horrores. Ótimo... cadê a porr@ da receita? Não sei... mas lembrei dos nomes dos remédios. Beleza. Tudo ótimo e controlado. Ocorre que, acordei hoj...

GUSTAVO NASCEU!!!!

Meninas, meu guri nasceu dia 14.03.11 às 19:27h!! Pesando 3,925 e medindo 52,5cm. Foi PC. As coisas nao evoluiram conforme esperado, mesmo com contrações de 4 em 4 e 5 em 5 há 2 dias. Depois conto melhor. Mas ele é lindo!!! Polaco do cabelo vermelho! Um bezerrinho!!! Beijo em todas!

Nomes

Nosso Guri ainda não tem nome. A gente segue chamando ele de Wylgner ou de bebê/neném. Se eu acho estranho?! Mais ou menos. Na gravidez da Ana o nome já existia antes de ter a confirmação do sexo. Agora, nada ainda de nome. O "poder" da escolha é do papai Rafael. "Poder" que está deixando amigos e familiares aflitos ou de orelha em pé. Toda hora tem um nome mais absurdo que o outro. Ou é o mistério. Rafael disse que vai escolher o nome tranquilamente já que ele ainda tem aproximadamente 25 semanas pela frente. Chega a ser engraçado, a gente chega na casa dos avós da Ana e a primeira coisa que eles perguntam é: "E daí, Rafa, escolheu o nome?" O Rafa, com a maior calma do mundo diz: "não!". Daí, ele tenta de todas as formas mudar de assunto, quando todo mundo só quer que ele se decida logo. Esse final de semana ele disse que pensou, somente pensou em um nome: "João Vitor". Eu, particularmente, não topei muito não. Sei lá, minha reação foi...