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Um pouco de tudo

Desde ontem estou empacada no escritório sem conseguir colocar meu trabalho em dia porque o servidor queimou. Os documentos estão inacessíveis e os programas de cada cliente estão off. Um terror! Mas, por estar ociosa, consegui fazer umas coisinhas que já eram pra ter sido feitas, como a mudança do layout do blog e, finalmente, postar um pouquinho. 

Estou meio enferrujada, sem saber exatamente o que escrever e como escrever. Perdi a mão, perdi o fio da meada da blogosfera. Apesar de sempre visitar alguns blogs, parece que perdi o assunto ou estou preguiçosa demais para escrever ou comentar. Eu tento, mas tá complicado. Parece que estou bloqueada.

Já pensei em encerrar o blog, trancar, deletar, mas perderia muitas memórias, perderia contatos (se é que já não estão perdidos...)... Mas eu não tenho coragem. Eu releio posts que fiz há anos ou há meses e me permito continuar, mesmo que off...

Parece que a blogosfera materna está passando por uma grande fase de questionamentos: culpa, não culpa, terceirizações, novas gestações, perdas, educar com afeto, educar sem afeto. E eu fico me questionando onde eu me encaixo, onde meu modo de maternar se encaixa. Honestamente, eu não sei. Ainda não tive tempo para me atualizar devidamente, eu leio por cima, mas não chego a nenhuma conclusão e não sigo nenhuma linha ou tomo algum partido. Não dá tempo. E assim, continuo a maternar do meu jeito. Sem padrões, apenas instintivamente. Parece que está dando certo. Vou divagar um pouco sobre umas coisas que me chamaram mais a atenção, talvez sem muito conhecimento, mas somente expressando o que eu entendi ou não de tudo isso...

Culpa

Eu já fui do tipo de mãe que se deixa consumir pela culpa. Culpa por deixar na escola, culpa pelo bebê estar doente, culpa por ter perdido a paciência, culpa por ter dado mamadeira-chupeta-paninho, culpa por ter deixado chorar enquanto eu precisava desesperadamente ir ao banheiro. CULPA, CULPA, CULPA. Isso me consumia e me impedia de curtir. Eu sempre me impunha metas, patamares muitas vezes altos demais, que me fazia deixar de ser. 

Daí, veio a segunda gestação. E com ela a culpa chegou ao seu limite máximo. Ao mesmo tempo, eu consegui trabalhar essa questão e, aos poucos, entender que os padrões e limites que eu me impus eram demais, que minha noção de "qualidade" era alta demais, fora da minha realidade. Que nem tudo deveria ser perfeito, que eu poderia errar, mas que o importante era maternar bem e dentro dos meus limites. A qualidade está lá, mas dentro daquilo que eu posso oferecer. 

Aprendi que "culpa" existe, que até pode ser saudável, que nos permite ser cautelosas. O importante é equilibrar e não se deixar consumir por padrões absurdos que a sociedade impõe ou que a gente se impõe, simplesmente porque quer seguir um grupo ou porque quer ser destaque e excelência em criação de filhos. Foi buscando o equilíbrio entre o bem estar dos meus filhos e o meu, que eu me tornei uma mãe "normal". Eu sou super mãe, sou mãe de merda, sou "menas" e sou mais. Mas sou a melhor mãe que meus filhos poderiam ter. 

Terceirização

Meus filhos vão à escola. Desde bebês. Eu e meu marido optamos por isso. Por que? Porque preciso trabalhar e ajudar na renda familiar, porque eu gosto de trabalhar e porque eu sou melhor quando não fico 24h grudada nos meus filhos. Essa é a verdade. Simples assim.

Um colega me disse: "Você pode perder grandes conquistas dos seus filhos: os primeiros passos, as primeiras palavras. Você pode ser menos amada, pode ser substituída pela tia da escola". Isso poderia, realmente, acontecer. Se eu fosse uma mãe negligente, se eu chegasse em casa e me trancasse no quarto sem conversar e brincar com meus filhos, se eu fosse o tipo de pessoa que não demonstrasse afeto, se eu me importasse mais com a minha carreira profissional do que me importo com o bem estar e felicidade dos meus filhos, se eu achasse que na escola eles deveriam ensinar/educar meus filhos e prepará-los para o mundo.

A escola tem um papel super importante. Mas nós, pais, eu e o Rafa, somos a maior referência de educação dos nossos pequenos. Estamos sempre envolvidos, buscando conhecer nossos filhos, saber o que acontece na escola, o que eles aprendem, como eles lidam com as dificuldades. É possível observar nas suas ações, nas suas brincadeiras. Nós vemos nossos filhos repetindo nossas palavras e ações em brincadeiras. Repetindo o que as professoram ensinam na escola. E, até agora, tem sido positivo. O que ensinam na escola complementa aquilo que ensinamos em casa e vice-versa. A escola NUNCA será fonte exclusiva para educação, mesmo eles ficando lá das 9 às 17. A responsabilidade ainda é nossa.

**********

Acho que era isso. Aos poucos vou retomando, me atualizando. 

As crianças estão bem e eu não estou grávida (embora a idéia não me pareça mais tão absurda... quem sabe...kkkkkkkkkkk).

Beijos

Comentários

Dione disse…
Fá, essa crise com o blog tá pegando geral, né? Eu fico quebrando a cabeça, tentando entender pq anda tão difícil escrever. Os filhos crescem, o tempo diminui, as prioridades mudam. Agora entrei na fase de não me cobrar. Escrevo qdo tenho vontade, e se a vontade só dá 2 vezes por mês, paciência.
Eu tenho uma opinião muito particular sobre essa crise que estamos vivendo. Eu acho que a gente para de escrever porque o mundo virtual materno anda cobrando insistentemente uma postura das mães blogueiras sobre certos assuntos. E quem não escreve sobre isso se sente um pouco alienada. Eu pelo menos estava me sentindo assim, mas depois dos comentários dos amigos falando do que sentiriam falta com o fim do blog e de reler o meninina percebi que aquele canto é para falar da Nina. De parto, culpa, aleitamento, maternagem e tudo mais eu falo nos fóruns, comentários e espaços para uma boa discussão. Mas quando a coisa começa a ficar xiita demais eu simplesmente largo para lá.
Um beijão para você e para as crianças. Manda a culpa passear e aproveite bem os meninos. E quando o servidor queimar de novo, ou a inspiração baixar, ou qdo a Ana Luíza e/ou o Gustavo aprontarem uma que não pode deixar de ser registrada, vem cá e conta pra gente.
Dione, sabe que o que vc escreveu é bem real... um sentimento de alienação, uma coisa engraçada. hahahahahahaha

Mas eu vou escrever sim, sobre um bando de abobrinhas que as crianças andam aprontando, pra deixa registrado aqui, no cantinho delas!

Beijos

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